Plead for planet

A ‘ Plead for planet ‘ nasceu pela AVP – Associação Vegetariana Portuguesa – e é uma campanha que surge da coligação de organizações nacionais e internacionais que visa unir forças na luta pela conservação do ambiente. Neste momento estão a subscrever uma Carta Aberta dirigida ao Secretário Geral das Nações Unidas (ONU), António Guterres, instando-o a reconhecer o papel da alimentação no combate às alterações climáticas, adotando uma alimentação ‘mais sustentável ‘ de base vegetal. Esta Carta foi publicada no passado dia 18 de junho, dia Internacional da Gastronomia.

Uma transformação na alimentação humana, nomeadamente a transição para uma alimentação de origem vegetal, pode reduzir as emissões globais de gases com efeito de estufa até 20%, de acordo com o mais recente relatório da ONU (2021) ‘Fazer as Pazes com a Natureza’. A responsabilidade não pode apenas recair sobre as empresas ou estados, pelo que a organização decidiu apelar a um dos lideres mundiais para que dê o exemplo individual, inspirando outras pessoas a segui-lo.  

Quando aceitei o convite para me juntar ‘aos rostos’ desta petição achei que me estavam a ler os pensamentos… Nos últimos tempos este tema do consumo ( excessivo ) de carne e  efeito que isto tem para o planeta e até a forma como se processa a indústria alimentar e o tratamento dos animais nos matadouros tem ‘mexido’ muito comigo. 

Mas deixei claro que não sou fundamentalista porque eu própria consumo carne, mas tenho vindo a reduzir muito este consumo e procurado outras alternativas mais sustentáveis. Acho muito válido que as novas gerações comecem a pensar nestas alternativas. Pelo planeta. Pelo futuro do planeta e da humanidade . 

Espreitem o site da Plead For Planet e saibam mais .

Sobreviver ao confinamento

Estamos na ‘segunda temporada’ deste confinamento. Os tempos pedem cuidados e recolhimento. E espera-nos pelo menos um mês em casa.

Há que manter o foco naquilo que nos deixa felizes e acreditar que de uma forma ou de outra tudo vai passar e melhores dias virão.
Esta é mais uma prova à nossa saúde mental e resiliência, numa altura em que voltamos aos dias que já vivemos em março quando ainda nos recompúnhamos dos primeiros tempos em casa .

Creio que desta vez o stress e a angústia estão aumentados. Ou porque conhecemos mais casos de pessoas com covid-19 e lidamos de forma mais direta com a doença. Ou porque vivemos o fantasma do aumento do desemprego. Ou porque voltamos a ter as nossas rotinas alteradas no incerto dos dias. Porque temos de gerir o teletrabalho com as idas e vindas às escolas para que as crianças mantenham em dia o calendário escolar . E porque estamos cansados, neste sentimento de indefinição que rapidamente poderá ter, em cada um de nós, impactos psicológicos. Fragilizando-nos quando mais precisamos de manter o equilíbrio e a saúde física e mental.

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Black Lives Matter

A morte do americano George Floyd por um agente da polícia de Mineápolis nos Estados Unidos, está a chocar o mundo e a levantar uma onda de revolta e de protestos.

‘ O racismo não aumentou, a diferença é que hoje o racismo é filmado ‘ dizia Will Smith. E passou a ser partilhado e visionado vezes sem conta nas redes sociais e pelos media, trazendo à tona outros casos graves e por vezes silenciosos, que perduram no tempo. Não deixando, desta vez, qualquer margem possível para a indiferença. 

A forma impiedosa como morreu Floyd, por asfixiamento ao ser imobilizado pelo agente que manteve o joelho no seu pescoço, mesmo com as suplicas de agonia, até à chegada dos paramédicos, clamam uma mudança de atitude urgente ao problema da diferença racial com o slogan ‘ Black Lives Matter’.

Mas a diferença que dá menos valor à vida humana não está só na cor da pele. Negra, branca, vermelha, amarela. Está também na nacionalidade, no estatuto social, na condição física…  E talvez o slogan devesse ser ‘All lives matter’ .

O ‘racismo’ vai além da diferença da ‘raça’. E não importa a cor da pele, a nacionalidade, o estatuto, a condição física, somos todos seres humanos. Somos todos iguais cada um com a sua diferença. Não há vidas com menos ‘valor’ que outras.

A mudança está na tolerância zero a atitudes abusivas. E na reeducação da sociedade. A união e a voz de todos é o caminho para o fim da diferença que mata em todo o mundo.    

 

Georg Floyd .

Nutrição na quarentena

O isolamento que nos mantem afastados do ritmo social há mais de um mês está a fazer-nos diferentes. O dia a dia é planeado no perímetro da casa e veio impor novas regras à existência, em tempos de pandemia.

O tema da alimentação parece-me muito pertinente nesta altura. Sobretudo quando precisamos manter-nos saudáveis, com as defesas reforçadas e reeducados quanto aos alimentos e refeições que podemos incluir nas rotinas tão importantes destes dias.

 

 

O doutor Pedro Queiroz, médico Nutricionista nas clinicas de Nutrição do Porto e de Lisboa, aceitou o convite para um direto e respondeu a muitas das dúvidas que lhe fui apresentando.

Tudo poderia ser mais fácil se existissem alimentos que pudessem combater o vírus. O tal super alimento capaz de impedir o avanço do covid-19 resolveria muitos dos nossos problemas. Continue reading “Nutrição na quarentena”

As crianças na quarentena

Os dias de quarentena já vão longos. O covid-19 mantém-se incessante e a única forma de o travarmos é mantermo-nos em casa.

Certo é que mesmo que estar em casa pareça o ‘mais’ fácil dos cenários nestes tempos de pandemia o confinamento, sem data de término, torna-se complicado sobretudo quando os pais se dividem em teletrabalho e a atenção às crianças.

A conversa com a pedopsicologa Sara Almeida Girão num direto desta semana mostrou-se pertinente para responder a algumas dúvidas que as seguidoras me foram colocando.

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O mundo pára

Estamos a travar uma guerra, dizem. Uma guerra contra um inimigo desconhecido, que ataca silencioso. E que rapidamente fez parar o mundo.


Estamos com medo pelos mais velhos, mas ninguém está a salvo. Nem os jovens, nem os saudáveis.

Ovar está em estado de calamidade há uma semana. Ninguém entra, ninguém sai. Pelo menos assim deveria ser. Os meus pais esperam em casa que o tempo passe e que a ‘tempestade’ dê uma trégua para finalmente estarmos juntos e a salvo novamente.

Os mais conscientes seguem as indicação da DGS e ficam em casa. Tomam todos os cuidados e seguem as regras desta nova vida com toda a atenção que a situação merece. Mas há quem desvalorize a força do corona vírus. Talvez julgando-se humanos com a vantagem de uma imunidade inata, capaz de os manter escudados deste vírus que já fez mais de 400.000 casos de infeção em todo o mundo e 18.040 mortos, em 175 países e territórios.

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Austrália 2020

O mundo acompanha perplexo a tragédia que tem assolado a Austrália nos últimos tempos. O país tem estado a braços com uma tempestade perfeita com trovoadas secas combinadas com um tempo quente e seco, que criaram as condições ideais para que as chamas voltem a devastar áreas de floresta que afetam sobretudo a área de Nova Gales do Sul.

Dados dos serviços estaduais e territoriais de bombeiros, mostraram que em Nova Gales do Sul estavam ontem ainda 119 incêndios ativos, 50 dos quais estão fora de controlo.

 

 

Em números, estima-se que 24 pessoas tenham perdido a vida. E mais de 10 milhões de pessoas apresentam intoxicação pelo fumo dos incêndios. Mas a maior diferença é ambiental, com cerca de 8 mil coalas mortos, mais de 500 mil animais, incluindo animais domésticos, perderam a vida. Mais de 5 milhões de hectares de terra foram queimados.

 

Foto Satélite –  Austrália –  Nasa.

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A doença do século e a alimentação

Já escrevi vários artigos no blogue sobre esta temática. Mas há sempre novas informações, estudos e teorias, que me fazem voltar ao assunto para partilhar com vocês.

O tema que não é totalmente novo é a influência da alimentação no cancro. Refere que os tumores malignos do cólon são cada vez mais expressivos, ficando para trás as neoplasias do pulmão ou do estômago, por exemplo. Os médicos garantem que a culpa é da dieta menos mediterrânica e alertam que é necessário “regressar à alimentação mediterrânica com sopas, frutas, vegetais e reduzir o sal, a gordura e o açúcar”.

As pesquisas feitas pelos investigadores da Organização Mundial de Saúde (OMS), através da Agência Internacional de Investigação do Cancro (IARC), monstraram provas suficientes para incluir a carne vermelha processada entre as mais de 100 substâncias indutoras de neoplasias. No caso da carne, o perigo está no consumo expressivo e diário. 

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